Fonte: Sul Noticias

O Presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior deu seguimento ao seu périplo diplomático pela Europa que havia interrompido em Maio passado na sequência do luto que o seu partido observava por conta do falecimento do antigo Vice-Presidente e deputado, Manuel Raúl Danda.

Acompanhando da vice-presidente do Partido, Arlete Chimbinda; do Secretário para Relações internacionais, Rafael Massanga Sakaita Savimbi; a delegação se juntou ao embaixador do partido na Alemanha João Kanda Bernardo, que por sua vez tiveram foram recebidos na terça-feira, 13, pelos parceiros tradicionais da UNITA, Konrad-Adenauer-Stiftung.


A delegação foi também recebida por entidades empresariais alemã, na cidade de Berlim. Nesta ocasião, o líder do Galo Negro abordou questões tangentes a preparação dos quadros do seu Partido para os desafios que se avizinham em Angola. Presume-se que a delegação esteja a fazer contactos relacionados às próximas eleições visto que a UNITA tem se queixado que no pleito de 2017, o regime angolano recusou a entrada em Angola de observadores eleitorais da União Europeia.


A UNITA, segundo apurou o Club-K, tem estado a ter contactos com a comunidade internacional no sentido de forçar com que Angola adira os novos regulamentos eleitorais em que os resultados eleitorais devem divulgados logo após a votação a semelhança do que aconteceu em Cabo Verde. As eleições terminaram as 18h da noite e duas horas depois os resultados começaram a ser divulgados. A comunidade internacional tem trabalho no sentido de não aceitar resultados eleitorais que são divulgados depois de dois dias.

 

Uma outra preocupação que a UNITA têm colocado na agenda junto da comunidade internacional, é a questão de o Presidente João Lourenço ordenar a aprovação de uma lei eleitoral que põem fim ao “apuramento provincial” nas eleições.

 

A falta de “apuramento provincial” tem sido uma das fontes de problemas eleitorais que levantam suspeitas de ocorrência de fraude eleitoral. Nas eleições de 2017, um grupo de comissários da própria CNE, denunciou que “Nenhuma comissão provincial eleitoral, de Cabinda ao Cunene, reuniu-se para produzir-se os resultados que foram anunciados. Aqui estão membros que fazem parte da coordenação técnica do centro de escrutínio, igualmente eles não participaram na produção daqueles resultados”.

 

A visão que a UNITA tem partilhado com diplomatas europeus e africanos é de que o seu adversário MPLA, está a transformar em lei, as irregularidades propositadamente cometidas nas eleições realizadas em Angola.

 

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